04/11/11

Empresas de e-commerce investem na formação de profissionais em ambiente escasso de mão de obra qualificada...

Treinamento interno, curso de inglês e faculdade paga. Empresas de e-commerce investem na formação de profissionais em ambiente escasso de mão de obra qualificada.

Em um nicho relativamente novo, é natural que os profissionais atuantes não tenham tanta experiência na área. Em alguns casos, executivos de áreas correlatas são chamados para comandar as equipes.

Entretanto, no e-commerce, as empresas têm dado preferência para o treinamento interno dos funcionários, em um misto de escassez de profissionais competentes disponíveis e estratégia empresarial.

A Cadastra, agência de marketing de performance para o comércio eletrônico, aposta em cursos e eventos do setor - dentro e fora do Brasil -, para treinar seus colaboradores, além de oferecer curso gratuito de inglês in company.

Thiago Bacchin, diretor-geral da Cadastra, justifica sua preferência por candidatos sem experiência dizendo que precisa de "pessoas com visão diferenciada e voltada para os resultados e não processos".

"O nível de entrega delas ao trabalho é maior", garante.

A estratégia é um chamariz de jovens da geração Y, inexperientes, mas ávidos por tarefas desafiadoras e que tragam resultados rápidos, inclusive financeiros, já que - com a falta de profissionais, os salários de quem detém o mínimo de conhecimento acaba inflacionado.

Já a VTEX, desenvolvedora de plataformas para o comércio eletrônico, tenta um mix de nível de conhecimento.

"Temos duas frentes de trabalho, com profissionais com e sem experiência. Aqueles que são treinados 'dentro de casa' acabam ocupando o lugar do profissional com cargo superior", afirma Alexandre Soncini, diretor de vendas e marketing da VTEX.

A estratégia de contratar profissionais inexperientes é de médio a longo prazo, por isso Soncini ainda enfrenta muitas dificuldades para encontrar pessoas com vivência na área, ainda que mínima.

"O mercado está competitivo. Tem muito mais vaga aberta do que profissional capacitado no mercado. Tem profissional 'júnior' ganhando o salário de um 'pleno'. Grandes empresas inflacionaram o mercado", denuncia Soncini.

De acordo com ele, dificilmente uma vaga é preenchida em menos de 30 dias. Dependendo do cargo, a procura pode chegar até três meses.

"Além de ter poucos candidatos, eles não estão capacitados para assumir a vaga. O profissional bom já esta empregado e com boa remuneração, e é muito difícil tirá-lo de onde está", afirma Soncini.

Faculdade paga

Além dos treinamentos internos, há quem banque a educação formal dos funcionários. A ViajaNet, agência de viagens on-line, paga de 50% a 100% da mensalidade do curso universitário de seus funcionários.

A estratégia parece ter dado certo. O número de profissionais da agência saltou de 10, em 2009, para mais de 100.

"Temos uma equipe muito jovem. Acreditamos que, por mais que não tenham experiência, trazem uma garra que um executivo não traz para uma startup. Eles podem não ter 'know-how', mas têm disposição de aprender", explica Alex Todres, sócio-fundador da Viajanet.

Fonte: http://www.brasileconomico.com.br

0 comentários:

Postar um comentário