O mercado de e-commerce brasileiro cresce a passos largos. Segundo pesquisas, estima-se chegar aos 178% entre os anos de 2010 e 2016. Isso é reflexo também pelo fato de consumidores estarem, cada vez mais, absorvendo a cultura da compra nas lojas virtuais. De olho nesse filão, o Google trouxe ao Brasil o Google Shopping, plataforma de comércio eletrônico que já é realidade em mercados mais maduros como Estados Unidos, Europa e Japão. Essa iniciativa abre mais uma possibilidade de negócio para os canais de varejo virtuais do País.
A plataforma do Google Shopping faz o papel de um buscador de produtos de várias lojas virtuais, oferecendo resultados com fotos, dicas e avaliações de consumos, entre outros, que ajudam a complementar a busca atual. Há dois meses no País, a ferramenta já tem alguns adeptos como, por exemplo, Walmart, Toy Mania e AutoU. Segundo Alexandre Soncini, diretor de vendas da VTEX, especializada em comércio eletrônico, a chegada dessa plataforma no Brasil vem incrementar o mercado com mais uma nova opção de venda de produtos pela internet. “As lojas virtuais passam a ter um novo canal para divulgação dos produtos sem custos adicionais. A ferramenta traz uma nova forma de pesquisar mercadorias na web”.
A plataforma exige a indexação do catálogo de produtos do lojista no formato XML. “O lojista tem que preparar sua loja virtual para o Google entender o seu catálogo de produtos”, diz Soncini. Para formalizar essa adesão, é necessário que o varejista faça essa adequação de formato e também um pré-cadastro no Google Merchand.
De acordo com o diretor da VTEX, pelo fato do mercado brasileiro não ter uma padronização de plataformas e vários modelos de negócios, a adesão a esse tipo de ferramenta ainda é tímida. “Por isso o Google demorou a trazer essa ferramenta para o país. Em mercados como o norte-americano, já padronizados, essa implantação foi mais fácil”. A empresa integrou a ferramenta do Google em suas atividades e inseriu mais de 140 clientes na base desse produto. “O investimento não é alto perto do retorno que o lojista pode ter com esse tipo de busca diferenciada.”
Em relação ao futuro, Soncini vê como tendência a consolidação do conceito de Market Place, ou seja, a divulgação e venda do produto em uma mesma plataforma. No Google, isso se dá com a união das ferramentas Google Shopping e Google Check-Out, o que já é realidade nos Estados Unidos. “Isso vai representar uma revolução para o mercado de e-commerce no Brasil. Já existe um movimento de entrada de empresas no país alinhadas a esse conceito, mas ainda existem muitas barreiras a serem vencidas”, finaliza.
Fonte: http://www.tvdecision.com.br/
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